AVALIAÇÃO DE REVESTIMENTO POR ALUMINIZAÇÃO NA RESISTÊNCIA À OXIDAÇÃO DE LIGAS FeMnSiCrNi EM ALTA TEMPERATURA
FeMnSiCrNi, Oxidação em Alta Temperatura, Aluminização
Os aços inoxidáveis austeníticos possuem boa resistência mecânica, possibilidade de serem trabalhados a frio, boas resistência à corrosão e tenacidade à fratura, além de possuir boa soldabilidade devido ao baixo teor de carbono. Possuem o níquel como principal estabilizador de fase, sendo o manganês uma alternativa econômica para tal fim. Contudo, em altas temperaturas, o manganês se difunde pela camada de óxido de cromo, formando compostos não protetivos e comprometendo a resistência à oxidação da liga. Ademais, em temperaturas mais elevadas, o próprio Cr2O3 sofre volatilização, formando compostos não protetivos. A alumina, entretanto, apresenta grande estabilidade em tais condições; contudo, para que uma camada eficiente de Al2O3 se forme, é necessária uma grande quantidade de alumínio na composição da liga, fato que prejudicaria seriamente sua resistência mecânica. Nesse contexto, o presente estudo avaliou o comportamento de uma liga FeMnSiCrNi submetida ao processo de aluminização em caixa, onde o alumínio é depositado apenas na superfície do material, a fim de conservar suas propriedades mecânicas. Os ensaios de oxidação foram realizados em regime cíclico e isotérmico a 900 oC por 100h e a 1000 oC por 40h, sendo uma das amostras aluminizada e outra não-aluminizada. A 1000 oC, não houve formação de uma camada de óxido protetora, em ambos os regimes. A 900 oC, as amostras aluminizadas apresentaram comportamento cinético parabólico até o 10o ciclo; contudo, após o 15o ciclo, começaram a sofrer destacamento na camada de óxido. No regime isotérmico, entretanto, não houve destacamento; pelo contrário, o revestimento manteve-se coeso ao substrato e o ganho de massa da amostra durante 100h foi cinco vezes inferior ao da amostra ensaiada ciclicamente no intervalo de 15h.