Auto-paisagem: um embaçamento de si
RELATO; (AUTO)BIOGRAFIA; CENA-PAISAGEM; PROCESSO;
TEATRO.
Afetada por um delicado processo de criação cênica, que tem a utilização de
experiências pessoais como principal fonte de material, a autora encontra na escrita
de relatos, uma maneira de explicitar e sustentar sua pesquisa. Aproximando a
(auto)biografia e a cena-paisagem, chega ao que podemos chamar de
Auto-paisagem. A partir da escrita esburacada inata ao fazer (auto)biográfico,
sugere a existência de um “embaçamento de si” que potencializa a cena, sobretudo
pelo efeito de ver e perder, onde algo nos é revelado, ao mesmo tempo que nos
escapa. Para tanto, será feito um passeio pela trajetória da aluna, passando por
disciplinas cursadas, seu trabalho de conclusão de curso de graduação em Teatro,
uma breve análise do espetáculo Motriz do Grupo Casa Aberta da UFSJ, até chegar
na experimentação da Auto-paisagem em uma série de oficinas, possibilitando uma
análise do que está sendo proposto e a criação de um mapa de intuições acerca do
tema.