O Texto comunhão: Análise da palavra nos espetáculos Vaga Carne e Motriz
Treinamento sobre si mesmo; fala em cena; texto comunhão; Vaga Carne; Motriz.
O presente trabalho convida a pessoa atuante, modo como escolho chamar a
atriz e o ator de teatro, a pensar o mergulho sobre si mesma como treinamento
e ferramenta para alcançar um texto comunhão, valorizando a sua
transformação pessoal, dentro e fora de cena. De encontro com Stanislavski e
Grotowski, que julgam necessária a atuante uma investigação do instrumento
psicofísico como preparo para a comunicação com o espectador, elegem a
relação como ato substancial no teatro sendo reveladora dos sujeitos, aqui
vinculada ao trabalho da fala em cena. Nesse mesmo contexto, dialogo com
Cassiano Quilici, o qual ainda propõe a transformação do ator/performer na
prática de um cultivo de si. Em direção de uma possível pratica do texto
comunhão, as pesquisadoras Ecléa Bosi e Juliana Mota, cada qual defronte aos
seus trabalhos acerca da memória, contribuem com o elemento essencial de
uma fala vivida potente em si e no encontro, o afeto. Como implicação e exemplo
encarnado do que se entende por texto comunhão, os espetáculos Vaga Carne
e Motriz assumem o papel de referências deste, apresentados em um memorial
analítico-descritivo. De antemão, acrescento que essa dissertação não tem a
pretensão de suscitar um treinamento especifico, mas busca investigar
pesquisas que reflitam possíveis processos de treinamentos da atuante sobre si
e suas reverberações no texto comunhão.