Banca de DEFESA: MARIA GABRIELLA CAMPOS NUNES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA GABRIELLA CAMPOS NUNES
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/ogt-ipno-ecg
TÍTULO:
A RETINOPATIA DIABÉTICA COMO BIOMARCADOR PARA A DOENÇA DO PÉ DE PESSOAS COM DIABETES

PALAVRAS-CHAVES:
Pé Diabético, Retinopatia Diabética, Complicações do Diabetes, Diabetes mellitus, Atenção Primária à Saúde.

PÁGINAS: 96
RESUMO:
Introdução: A diabetes mellitus é uma condição crônica de elevada prevalência e impacto
socioeconômico, cujas complicações, como a retinopatia diabética e a doença do pé relacionada ao
diabetes, comprometem a qualidade de vida e representam importante desafio para a Atenção
Primária à Saúde. A literatura aponta a retinopatia como possível biomarcador para a doença do pé,
o que justifica investigar essa associação no contexto da APS. Objetivo: Analisar a associação entre
retinopatia diabética e o risco para a doença do pé relacionada ao diabetes mellitus em pessoas com
DM atendidas na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Estudo transversal, inserido em projeto
guarda-chuva de coorte, realizado com 1.083 indivíduos com DM em Divinópolis, Minas Gerais,
estratificados quanto ao risco de desenvolver doença dos pés de pessoas com diabetes, conforme
critérios do International Working Group on the Diabetic Foot. A retinopatia diabética foi avaliada
por meio de retinografia, e, os dados sociodemográficos e clínicos foram submetidos à análise
estatística descritiva e inferencial. As associações foram testadas pelos testes do qui-quadrado de
Pearson ou exato de Fisher, e as comparações entre grupos pelo teste de Mann–Whitney, com nível
de significância de 5%. Resultados: Observou-se associação significativa do risco para a doença
do pé apenas com a renda familiar e o índice de massa corporal, com maior proporção de indivíduos
de baixa renda e com obesidade grau III no grupo de maior risco. Não houve associação
estatisticamente significativa entre o desfecho e variáveis clínicas clássicas, incluindo retinopatia
diabética, tempo de diagnóstico, uso de insulina e níveis de HbA1c.
Conclusão: No contexto investigado, os fatores socioeconômicos e antropométricos exerceram
maior influência sobre o risco para a doença do pé relacionada ao diabetes do que as variáveis
clínicas tradicionais, reforçando a necessidade de intervenções estruturadas na Atenção Primária à
Saúde voltadas à redução das iniquidades sociais e ao controle dos fatores metabólicos.

MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ALEXANDRA DIAS MOREIRA
Presidente - 1819016 - DANIEL NOGUEIRA CORTEZ
Externo à Instituição - HEULER SOUZA ANDRADE
Interno - 2001652 - JULIANO TEIXEIRA MORAES
Externo ao Programa - 1716637 - TARCISIO LAERTE GONTIJO
Notícia cadastrada em: 11/02/2026 09:07
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