Banca de QUALIFICAÇÃO: CAMILLA GRAZIELLA FERREIRA TAVARES
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAMILLA GRAZIELLA FERREIRA TAVARES
DATA : 15/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/iqr-extk-cnh
TÍTULO:
“CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA PARA FAMÍLIAS DE CRIANÇAS COM HEMIPLEGIA ALTERNANTE DA INFÂNCIA”
PALAVRAS-CHAVES:
Hemiplegia, Hemiplegia alternante da Infância.
PÁGINAS: 96
RESUMO:
RESUMO
A Hemiplegia Alternante da Infância (AHC) é uma doença neurológica ultra rara de herança
dominante. Afeta aproximadamente 1 em 1.000.000. Manifesta nos primeiros anos de vida, com
episódios paroxísticos de hemiplegia, crises tônicas, distonias, nistagmo e disfunções
respiratórias e autonômicas. Os episódios são freqüentemente desencadeados por uma variedade
de gatilhos, como estresse, alterações ambientais, infecções e fatores fisiológicos, podendo
também ser idiopáticos. A causa primária da condição é decorrente de mutações no gene
ATP1A3, sendo as E815K, D801N e G947R as mutações mais prevalentes. A escassez de
literatura dificulta o diagnóstico e manejo adequados. O objetifo foi Consolidar e traduzir o
conhecimento científico sobre a Hemiplegia Alternante da Infância por meio de uma revisão
integrativa, e desenvolver e validar uma tecnologia educativa digital (ebook) destinada a
familiares e cuidadores.Trata-se de um estudo metodológico dividido em 2 etapas: sendo a 1ª)
uma revisão integrativa da literatura, sem recorte temporal, realizada nas bases
MEDLINE/PubMed, SCOPUS, LILACS, EMBASE e Cochrane, com inclusão de artigos em
português, inglês e espanhol; exclusão de editoriais, cartas, preprints, ensaios e publicações com
acesso restrito, sem possibilidade de obtenção gratuita. A triagem foi realizada no software
Rayyan com revisão cega entre duas autoras e mediação de uma terceira responsável para
resolução de casos conflitantes; 2ª) desenvolvimento da tecnologia educativa digital (e-book) que
será um guia para as famílias que buscam entender e compreender a condição, esta será validada
por familiares e juízes. Resultados: Foram selecionados 115 estudos. A análise evidenciou a
escassez de dados epidemiológicos, a dificuldade diagnóstica típica das doenças raras e a
variabilidade fenotípica entre as variantes genéticas de ATP1A3. As mutações D801N, E815K e
G947R foram as mais freqüentes, com distribuição semelhante entre os sexos em estudos com
pequena amostra, já estudos mais robustos destaca-se uma prevalência no sexo feminino. O
diagnóstico é desafiador pela heterogeneidade clínica, baseia-se em critérios clínicos
estabelecidos e é confirmado por testes genéticos que identificam mutações no gene. O
tratamento é sintomático, comumente utilizado é a Flunarizina, com eficácia variável entre os
pacientes. Também se observaram impactos no manejo medicamentoso, principalmente pela
ausência de protocolos terapêuticos padronizados.Conclui-se que a AHC permanece um desafio
diagnóstico e terapêutico, o e-book representa uma ferramenta efetiva de apoio às famílias,
promovendo acesso à informação de qualidade e fortalecimento do cuidado compartilhado.
MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GEISA DOS SANTOS LUZ
Externa à Instituição - JACQUELINE ALVES LEITE - UFG
Externa ao Programa - 1945166 - MAIRA DE CASTRO LIMA
Interna - 1680498 - MARCIA CHRISTINA CAETANO ROMANO
Presidente - 1716846 - VANESSA FARIA CORTES