Banca de DEFESA: IGOR DOMINGOS DOS ANJOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IGOR DOMINGOS DOS ANJOS
DATA : 31/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

A injeção parenteral de zeína, uma proteína da dieta, não promove
melhor reparo de lesões cutâneas em camundongos com

deficiência de linfócitos B


PALAVRAS-CHAVES:

Efeitos Indiretos; Inflamação; Linfócitos B; Reparo de feridas; Tolerância Oral.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

A pele possui o papel de barreira física e imunológica no organismo, protegendo-o de agressões
externas. As lesões, sejam por acidente ou cirúrgicas, comprometem essa proteção e desencadeiam
processos inflamatórios que influenciam o processo de cicatrização. O reparo tecidual cutâneo envolve
diversos tipos células e sinais bioquímicos, e quando há uma desregulação o resultado se dá em
cicatrizes patológicas ou feridas crônicas. A literatura mostra que os linfócitos B contribuem para o
reparo do tecido cutâneo, controlando a inflamação por meio da ativação das células T, modulação
fenotípicas dos macrófagos, produção de anticorpos, liberação de citocinas e interação com outros
tipos células. A tolerância oral pode ser referida como um fenômeno que induz a alterações sistêmicas
na atividade imunológica após a exposição de antígenos através mucosa oral, na qual observa-se a
supressão de respostas imunes subsequentes a esses mesmos antígenos quando administrados
posteriormente por outra via. Nosso grupo já mostrou em trabalhos anteriores que a injeção parenteral
de proteínas ingeridas previamente, associadas a lesões da pele, observa-se a redução processo
inflamatório e a melhora da cicatrização. A literatura já mostra a importância dos linfócitos T no leito da
ferida para a melhora da cicatrização além da sua participação nos mecanismos da tolerância oral, no
entanto o papel dos linfócitos B parece pouco compreendido. Nesse sentido, o nosso objetivo foi avaliar
se os efeitos positivos da injeção de zeína na cicatrização de feridas de pele permanecem em animais
deficientes de linfócitos B (protocolo CEUA/UFMG 253/2021). Utilizamos Camundongos B-KO e
controle C57BL/6 (WT) alimentados com ração contendo zeína aos quais receberam duas feridas na
pele do dorso 15 minutos após uma injeção subcutânea de zeína+adjuvante, na base da cauda. Grupos
controle receberam injeção de salina ou adjuvante. Sete dias depois, as feridas foram fotografadas para
análise macroscópica usando o ImageJ, os animais foram eutanasiados e foram coletadas amostras
de sangue para contagem celular em hemocitômetro e as feridas foram coletadas para análise de
histologia e imunofluorescência. A análise estatística foi realizada com GraphPad Prism utilizando
testes t e ANOVA-one-Way com pós-teste de Tukey para dados paramétricos e Kruskal- Wallis com
pós-teste de Dunn (p < 0,05). Aos sete dias observamos uma redução de leucócitos, linfócitos,
independentemente do tratamento quando comparamos os animais BKO em relação ao WT. A
administração da injeção de zeína em animais BKO não promoveu melhora no fechamento das lesões
cutâneas e nem alterou o número de leucócitos, fibroblastos ou a deposição de colágeno no leito da
ferida após sete dias na análise microscópica. No entanto, apesar da proteína injetada não tenha
influenciado a intensidade de fluorescência para marcadores leucocitários, observamos uma redução
da marcação de α-SMA apenas no grupo salina, sugerindo que a zeína não proporcionou os efeitos
benéficos no processo de cicatrização como é observado no modelo WT. Assim, pudemos concluir que
em conjunto, esses achados indicam que a ausência de células B compromete os efeitos indiretos
benéficos atribuídos à administração subcutânea da zeína no reparo de lesões cutâneas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 592.621.506-44 - CLAUDIA ROCHA CARVALHO - UFMG
Interna - 1742558 - FLAVIA CARMO HORTA PINTO
Externa à Instituição - MONIQUE MACEDO COELHO
Notícia cadastrada em: 05/03/2026 14:05
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