Avaliação integrada da eficiência operacional da ozonização in situ na remediação de água subterrânea contaminada por benzeno
águas subterrâneas; benzeno; ozonização; remediação ambiental; hidrocarbonetos aromáticos;
A contaminação de águas subterrâneas por hidrocarbonetos representa um desafio à remediação ambiental, especialmente em aquíferos heterogêneos com fontes persistentes de contaminantes. Este trabalho avaliou o desempenho de um sistema de remediação com aplicação de ozônio na zona saturada, associado à extração de vapores do solo, em uma área industrial contaminada por benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos (BTEX), com ênfase no comportamento do benzeno. Desenvolveu-se um estudo de caso observacional e longitudinal, em escala plena. O acompanhamento foi delimitado ao período de novembro de 2022 a junho de 2024, em razão da necessidade de substituição das células geradoras de ozônio após esse intervalo. As comparações quantitativas utilizaram outubro de 2022 como condição anterior à intervenção e abril de 2024 como campanha final disponível. A avaliação integrou concentrações de benzeno, parâmetros físico-químicos da água subterrânea, distribuição espacial da pluma, descarga de massa em seções transversais e resultados históricos de análise de tendência. Os resultados demonstraram redução das concentrações em diversos poços, com respostas espacialmente distintas e permanência de concentrações elevadas em parte da área. A massa dissolvida estimada diminuiu de 12.404 para 1.643 kg, correspondendo a aproximadamente 87%, acompanhada por retração e segmentação da pluma. Entretanto, a descarga de massa na seção de jusante passou de 29 para 26 kg/ano, redução de aproximadamente 10%, evidenciando que a melhora próxima às fontes não se traduziu em diminuição proporcional do transporte a jusante. Concluiu-se que o sistema integrado apresentou melhora parcial da condição de contaminação, sem demonstrar eliminação das fontes ou recuperação integral do aquífero. A associação entre tecnologias, as mudanças operacionais e a ausência de controle independente impedem atribuir os resultados exclusivamente à oxidação pelo ozônio. A pesquisa evidencia a importânci