Banca de QUALIFICAÇÃO: MATEUS SILVA DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MATEUS SILVA DE OLIVEIRA
DATA : 25/09/2026
HORA: 13:30
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ASSOCIAÇÃO ENTRE A FORMAÇÃO E O TEMPO DE PERMANÊNCIA DE MÉDICOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA E INTERNAÇÕES POR CONDIÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA: ESTUDO ECOLÓGICO NAS CIDADES MÉDIAS

BRASILEIRAS


PALAVRAS-CHAVES:

Atenção Primária à Saúde; Medicina de Família e Comunidade; recursos

humanos em saúde; hospitalização; internações por condições sensíveis à atenção primária.


PÁGINAS: 55
RESUMO:

Introdução: a Atenção Primária à Saúde (APS) constitui o eixo estruturante dos sistemas

universais de saúde, e a força de trabalho médica, particularmente a formação em Medicina

de Família e Comunidade (MFC) e a estabilidade dos profissionais nas equipes, é apontada

como determinante de seu desempenho. Objetivo: investigar a influência da proporção de

médicos com formação em MFC e do tempo de permanência dos médicos na APS sobre a

taxa de internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) em municípios

brasileiros de médio porte. Método: estudo ecológico transversal, censitário, envolvendo os

289 municípios brasileiros com população entre 100.000 e 500.000 habitantes em 2025. As

exposições foram a densidade de médicos com formação em MFC e a mediana do tempo de

permanência dos médicos na Estratégia Saúde da Família, obtidas no Cadastro Nacional de

Estabelecimentos de Saúde. O desfecho foi a taxa de ICSAP por 1.000 habitantes. As

associações foram avaliadas por regressão linear simples e múltipla, com ajuste por

características contextuais dos municípios. Resultados: a taxa de ICSAP apresentou mediana

de 8,28 por 1.000 habitantes. Médicos com formação em MFC apresentaram maior tempo de

permanência na APS do que os demais (mediana de 25 versus 15 meses; p<0,001). Não foi

observada associação estatisticamente significativa entre a densidade de MFC e a taxa de

ICSAP (β ajustado=0,16; IC95%: -1,09 a 1,41; p=0,805), tampouco entre o tempo de

permanência e o desfecho (β ajustado=0,03; IC95%: -0,03 a 0,08; p=0,294). O modelo

ajustado explicou 10,4% da variabilidade das taxas de ICSAP entre os municípios.

Conclusão: apesar da maior permanência observada entre os médicos com formação em

MFC, nem essa formação nem o tempo de permanência apresentaram associação

independente com as taxas municipais de ICSAP, resultado que deve ser interpretado à luz

das limitações da agregação municipal e da baixa disponibilidade desses profissionais no

país.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MARCELO PELLIZZARO DIAS AFONSO - UFMG
Externo à Instituição - ALISSON OLIVEIRA DOS SANTOS - UFMS
Presidente - 2059540 - ROBERTA CARVALHO DE FIGUEIREDO
Notícia cadastrada em: 11/09/2026 10:49
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