Banca de DEFESA: MAYRA PAULA MORAIS GAMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAYRA PAULA MORAIS GAMA
DATA : 25/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:
PERFIL EPIDEMIOLOGICO E AUTOPERCEPÇÃO DA SAÚDE BUCAL EM
INDIVÍDUOS PRIVADOS DE LIBERDADE NO SISTEMA DA ASSOCIAÇÃO DE
PROTEÇÃO E ASSISTÊNCIA AOS CONDENADOS (APAC) DE DIVINÓPOLIS,
MINAS GERAIS.

PALAVRAS-CHAVES:
Saúde Bucal. Sistema Prisional. APAC. Vulnerabilidade Social. Epidemiologia Oral.

PÁGINAS: 71
RESUMO:
Este estudo investiga o perfil epidemiológico e a autopercepção de saúde bucal de
indivíduos privados de liberdade no sistema da Associação de Proteção e Assistência
aos Condenados (APAC) de Divinópolis, Minas Gerais. A justificativa reside na
acentuada vulnerabilidade social da população carcerária, historicamente
negligenciada por políticas públicas, o que resulta em condições precárias de saúde
bucal e modelos assistenciais predominantemente curativos e mutiladores. O objetivo
principal foi analisar as condições de saúde bucal desses indivíduos para compreender
seu perfil de saúde-doença e como o encarceramento atua como determinante social
nesse processo. Os materiais e métodos consistem em uma pesquisa de natureza
epidemiológica realizada com 104 internos da referida unidade, utilizando indicadores
clínicos como o índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPO-D) e o índice
comunitário periodontal (CPI), além de avaliações de autopercepção e necessidades
de tratamento. Os resultados parciais demonstram que a maioria dos indivíduos
privados de liberdade é jovem, do sexo masculino e possui baixo nível educacional.
Observou-se que a escolaridade superior a oito anos está associada a melhores
indicadores de dentes obturados (p=0,011), enquanto dificuldades funcionais, como
alimentar-se (p=0,014) e trabalhar (p=0,015), apresentam correlação significativa com
a presença de cáries. Além disso, a irritação decorrente de problemas bucais mostrou
se relevante (p=0,032). Concluiu-se que a saúde bucal no cárcere transcende a
dimensão biológica, impactando diretamente a dignidade, a autoestima e a capacidade
de ressocialização, o que demanda a transição definitiva para modelos de atenção
integral e humanizada baseados na equidade e nos direitos humanos.

MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ISABELLA VIANA GOMES SCHETTINI - UFSJ
Presidente - 2059540 - ROBERTA CARVALHO DE FIGUEIREDO
Externa à Instituição - STÉPHANIE QUADROS TONELLI
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 08:43
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