Banca de DEFESA: POLIANE MOREIRA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : POLIANE MOREIRA COSTA
DATA : 13/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 201 do bloco C
TÍTULO:
EXPERIÊNCIA DE PARTURIENTES COM OBESIDADE: A DOR DO PESO, PRECONCEITO E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

PALAVRAS-CHAVES:
Obesidade; Parto; Obstétrico; Trabalho de Parto; Equidade em Saúde.

PÁGINAS: 99
RESUMO:
A obesidade configura-se como um relevante problema de saúde pública e, além de suas
repercussões clínicas, atua como marcador social capaz de produzir iniquidades no cuidado em
saúde, especialmente na assistência obstétrica, onde se associa a processos de estigmatização
corporal, discriminação e maior vulnerabilidade a práticas de desrespeito e violência. Este
estudo teve como objetivo compreender a assistência ao parto na perspectiva de mulheres com
obesidade e analisar como se manifestam as iniquidades no cuidado obstétrico direcionado a
esse grupo. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza interpretativa, fundamentada na Teoria
Fundamentada nos Dados, sob o referencial teórico do Interacionismo Simbólico. O estudo foi
desenvolvido em um município do Centro-Oeste de Minas Gerais, com a participação de 35
mulheres com diagnóstico clínico de obesidade, com até 180 dias de pós-parto. A produção dos
dados ocorreu entre novembro de 2024 e agosto de 2025, por meio de entrevistas
semiestruturadas, individuais e gravadas, realizadas em unidades da Estratégia Saúde da
Família e em domicílio, conforme preferência das participantes. A análise dos dados ocorreu
de forma concomitante à coleta, seguindo as etapas de codificação aberta, axial e seletiva, com
elaboração de memorandos analíticos, comparação constante entre incidentes e uso de
amostragem teórica até a saturação conceitual. Os achados revelam que a experiência de parto
de mulheres com obesidade é atravessada por dimensões físicas, emocionais, relacionais e
institucionais marcadas por dor, sofrimento e fragilização do protagonismo. Evidenciaram-se
situações de julgamento corporal, falhas de acolhimento, comunicação inadequada,
desconsideração de queixas, maior frequência de intervenções e condutas percebidas como
coercitivas ou iatrogênicas, além de barreiras estruturais e atitudinais no acesso ao cuidado
respeitoso. Emergiram categorias relacionadas às memórias sensoriais e emocionais do parto,
à obesidade como marcador de desvalorização no cuidado e aos desafios vivenciados no contato
inicial com o recém-nascido. A categoria central “A dor do peso na experiência de parto de
mulheres com obesidade” integra os significados atribuídos à vivência do parto sob a influência
do estigma de peso e das práticas institucionais. Conclui-se que o estigma corporal opera como
determinante de iniquidades na assistência ao parto, comprometendo autonomia, dignidade e
qualidade da experiência do nascimento, apontando para a necessidade de qualificação das
práticas obstétricas com base na equidade, no cuidado humanizado e na superação de
preconceitos estruturais

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LAZARO CLARINDO CELESTINO
Interna - 1680498 - MARCIA CHRISTINA CAETANO ROMANO
Interna - 1627034 - SELMA MARIA DA FONSECA VIEGAS
Presidente - 1680605 - VIRGINIA JUNQUEIRA OLIVEIRA
Externa à Instituição - ZULEYCE MARIA LESSA PACHECO - UFJF
Notícia cadastrada em: 11/02/2026 09:22
SIGAA | NTInf - Núcleo de Tecnologia da Informação - +55(32)3379-5824 | Copyright © 2006-2026 - UFSJ - sigaa05.ufsj.edu.br.sigaa05