AS PERGUNTAS COMO CAMINHO (AUTO)FORMATIVO NA EDUCAÇÃO
narrativa formativa, (auto)biografia, perguntas, formação de professores.
Esta pesquisa é uma narrativa autobiográfica que percorre minha trajetória pessoal, escolar e
profissional, revelando como vivências advindas de diferentes contextos – formais e não
formais, tradicionais e não tradicionais – constituíram experiências significativas, que se
tornaram essenciais à minha formação, como pessoa e como educadora. Formada em Psicologia
e Pedagogia, narro as experiências construídas em diferentes fases da minha vida, e no âmbito
profissional, os aprendizados construídos no encontro com crianças e com educadores, que por
meio de suas atitudes, condutas e questionamentos, instigaram-me a refletir sobre minha
trajetória estudantil, sobre minha prática educativa e sobre o destaque que as perguntas
ganharam em minha prática educativa e autoeducativa. Ao longo do meu percurso formativo,
passei a enxergar as perguntas como fundamentais à construção dos sujeitos, dos
conhecimentos, e da profissional que desejo ser. Paulo Freire diz que a verdadeira Educação
acontece quando o(a) professor(a) se reconhece incompleto e se mantém em processo de
aprendizagem constante e infindável. A partir de uma narrativa formativa, perpasso os fatos, os
espaços, os encontros, as pessoas que contribuíram e contribuem com a construção da pessoa e
profissional que venho me tornando, e busco compreender por que as perguntas se tornaram
imprescindíveis à minha prática (auto)educativa. A narrativa formativa é uma ferramenta de
(auto)formação, mas que também possibilita a formação dos leitores aprendentes, convidando
a refletirem acerca de suas próprias questões e de questões socioculturais a partir de
identificações e/ou divergências.