A Proposta do Programa é criar estratégias de pertencimento para a população que, tradiconalmente ou não participavam da comunidade acadêmica e que são alvo de políticas de ações afirmativas: negros, indígenas, quilombolas, pessoas transsexuais e travestis e outras vulnerabilidades; pessoas que fazem trabalham na universidade, fazem parte das categorias sociais dos grupos anteriores, mas são invisibilizados por não frequentarem os bancos escolares e a comunidade externa. Esta população torna a Universidade um território que conjuga diversos territórios, fazendo a verdadeira interseção entre comunidade interna - a acadêmica - e a externa - aquela a qual muitas vezes foi e ainda é vedada o acesso à comunidade acadêmica. Deste modo, como estratégias de criar modos de pertencimento que force à universidade a reconhecer essa nova configuração, propomos duas ações de extensão: a interlocução entre o saber acadêmico e o saber tradicional por meio da estratégia do Encontro de Saberes por meio da Capoeira no Campus como modo de criação de laços a partir de uma prática que conjuga ancestralidade negra, canto, dança, luta, jogo, mobilidade do corpo e atividades coletivas como possibilidades de integração e reconhecimento, pois como diz Rejane Nunes e Randy Pozo a capoeira remete a vivências comunitárias pregressas nos territórios de origem dos usuários, invocando o pertencimento subjetivo como recurso terapêutico. No caso do nosso programa, remete a um recurso de reconhecimento e de pertencimento à universidade para evitar adoecimentos psíquico.A segunda é a manutenção da A Feira Gbalá de Troca de Tempo será um espaço de encontro e interação social, promovendo a troca de serviços e saberes entre os participantes, sem a intermediação do dinheiro. O objetivo é fortalecer laços comunitários, valorizar habilidades e conhecimentos diversos, fomentar a economia solidária e o consumo consciente. As trocas serão baseadas, preferencialmente, no tempo, sendo cada hora de serviço ou oficina equivalente a uma "moeda social", independentemente da natureza da atividade, e, secundariamente, de forma pecuniária. Ao promover esse espaço de encontro entre a comunidade externa à academia e os setores que já circulam pelos campus, materializa-se o intuito da extensão de estabelecer um laço entre universidade e sociedade, prevenindo à possibilidade de sentimento de não-pertencimento à Universidade por nossa comunidade.
Servidores, Estudantes, Professores e Funcionários Terceirizados
Não há fotos cadastradas para esta ação
SIGAA | NTInf - Núcleo de Tecnologia da Informação - +55(32)3379-5824 | Copyright © 2006-2026 - UFSJ - sigaa06.ufsj.edu.br.sigaa06 v4.18.8_s.45